“Quanto mais tiveres, mais ser-te-á acrescentado”, – disse-nos o Senhor.
Para que lhe compreendamos o ensinamento, vejamos a Natureza.
Quanto mais repouso na enxada, mais amplo se lhe fará o assédio da ferrugem, conduzindo-a do descaso
à plena inutilidade.
Quanto mais estanque o poço, mais envenenadas se lhe farão as águas, passando da inércia à letalidade
completa.
Quanto mais abandonado o fruto amadurecido, mais profunda se lhe fará a corrupção, descendo à
imprestabilidade.
Eis porque, a Lei estenderá as forças que exteriorizamos, à maneira da lavoura em cujas
atividades cada semente produz em regime de multiplicação.
Quanto mais egoísmo – mais aviltamento.
Quanto mais repouso indébito – mais preguiça.
Quanto mais vaidade – mais aflição
Quanto mais ódio – mais violência.
Quanto mais ciúme – mais desespero.
Quanto mais delinquência – mais remorso.
Quanto mais erro – mais reajuste.
Quanto mais desequilíbrio – mais sofrimento.
Quanto mais trabalho – mais progresso.
Quanto mais boa vontade – mais simpatia.
Quanto mais humildade – mais bênçãos.
Quanto mais bondade – mais triunfo.
Quanto mais serviço – mais auxílio.
Quanto mais perdão – mais respeito.
Quanto mais amor – mais luz.
Examina o que sentes e pensas, o que dizes e fazes, porque a Lei multiplicará sempre os recursos que ofereces à vida, restituindo-te compulsoriamente o bem ou o mal que pratiques, de vez que inferno ou céu, alegria ou dor, facilidade ou obstáculo em nosso
caminho, é sempre a Justiça de Deus a expressar-se conosco e por nos, conferindo-nos isso ou aquilo, de conformidade com as nossas próprias obras.
O lar é o porto de onde a alma se retira para além do mundo e quem não transporta no coração o lastro da experiência cristã, dificilmente escapará de surpresas inquietantes e dolorosas.
Nós, Emmanuel – Ed. Cultura Espirita União, Cap. “Quanto mais”